quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Álbum de viagem.

Catedral iluminada (foto olhares.com)

Os passeios de charrete.


A Catedral de Sevilha, ao fundo, com La Giralda em destaque.

A Santa Igreja Catedral de Santa Maria da Sé é o maior edifício em estilo gótico do mundo. As obras iniciaram em 1434 e terminaram em 1507. La Giralda foi mandada construir por um califa almóade em 1172. É o que resta da anterior mesquita que ali estava. É a torre mais alta de Sevilha e uma das mais altas de toda a Andaluzia.


Jardins à beira do rio Guadalquivir. Sevilha.


Torre del Oro. Originalmente uma das torres que integrava as muralhas de Sevilha é hoje a sede do Museu Naval.


Palácio de San Telmo.


E lá vai ele, todo contente...


Entre os passantes, um romântico a caminho de um encontro que imaginei especial. Claro que eu não resisto...


Plaza de Espanha, um dos lugares mais lindos de Sevilha.



Por entre as grades, consegui essa tomada de um pátio florido, em Sevilha. Mas havia muito mais...um encanto.



Um restaurante irlandês em Sevilha...sim senhor!



Sevilha...Tão linda e tão pulsante, esta cidade às margens do Rio Guadalquivir, é a quarta maior cidade espanhola.



Um javali na Praia de Monte Gordo?
Não...um tronco, só isso...hehehehe...

A natureza e o ar puro...muito necessários.
Tavira, Portugal.

Sim, tínhamos equipamento...olha, olha!
El Rocío - Espanha

As casas das Hermandades em El Rocío - Espanha


terça-feira, fevereiro 26, 2008

Espanha...

Multibanco? Pois é...

Imagem da Virgen del Rocío.

Ontem saímos de Monte Gordo por volta das dez da manhã.
Tomamos o caminho de Vila Real de Stº. António e logo chegamos à ponte que atravessa o Guadiana, para entrarmos na Espanha.
Optamos pelo caminho que contorna o mar, por ser sempre de estradas mais verdes e que passam mesmo dentro das povoações, dando-nos uma noção maior da realidade de cada lugar. Há também a questão dos pedágios (portagens, em Portugal).
O Arsénio programa o GPS de forma a evitar as auto-estradas, na tentativa de baratearmos o percurso.
A primeira cidade de tamanho relevante é Lepe.
Mas ainda assim é pequenina.
Passamos rapidamente dentro da povoação, como estávamos querendo chegar a El Rocío ainda antes do almoço, não nos dedicamos a explorar melhor. Vai ter que ficar para outra.

El Rocío é uma aldeia surpreendente.Uma Espanha que se mostra em suas tradições.
Fica a 15 km de Matalascañas, nos limites do Parque Nacional de Doñana, na província de Huelva, Andaluzia. E toda ela está à volta da Ermida da Virgen del Rocío, onde mora a "Blanca Paloma", como a virgem é conhecida. Conta a lenda que ela apareceu no local no século XVIII e é a padroeira da Andaluzia.
Bem, não é fácil descrever o que se vê ali. Uma aldeia bem cuidada, as casas todas muito conservadas e pintadas, com jardins floridos. Algumas existem desde 1400 e algo ou talvez até antes, por volta do século XIV. As grandes abrigam as Hermandades. Mas é estranho, parece uma aldeia vazia. Cheia de casas, mas vazia.
E não há calçamento, as ruas são todas de areia. Em frente de cada casa ou estabelecimento comercial, há uns palanques para amarrar cavalos.
À primeira vista, lembrou-me uma daquelas cidades que aparecem nos filmes de faroeste, mas depois de bater boa parte das ruas, acabamos por chegar à frente da Ermida, que termina por explicar o que ali se passa.
Anualmente El Rocío recebe em torno de um milhão de pessoas, que vêm venerar a Virgem durante a Romeria del Rocío. Dizem que a aldeia se transforma durante uma semana, tem a sua apoteose no sábado de Pentencostes e depois volta à sua quietude normal, até o próximo mês de maio.
Fui sem saber nada disso, o que me causa pena, poderia ter me aprofundado na pesquisa, porque decerto teria valido ainda mais.
O fato é que existem ali as sedes de mais de oitenta hermandades, que se instalam durante o período da Romería, para prestar devoção à Padroeira.
Vou pesquisar mais, depois conto.

Depois de caminhar bastante, resolvemos tomar uma caña e provar umas tapas no Bar El Pocito, que fica ao lado da Ermida. Ainda no caminho de volta até o carro, entrei na loja do Parque Doñana e comprei um chapéu e um colete para caminhadas, para lembrar da visita. Parecido com aqueles coletes de fotógrafos profissionais, muito cheio de bolsos e fechos, que dão um jeito danado, ainda mais prá mim, que vivo a carregar tarecos, cartõezinhos, guardanapos de restaurantes, essas coisas prá lembrar, na hora de contar aqui. Depois não guardo, não. Ficam na memória da retina.

Continuando o passeio, fomos almoçar em Matalascañas, que é uma zona balneária não muito badalada, talvez esteja no roteiro por localizar-se à beira do Parque Nacional de Doñana, que é outro capítulo dessa viagem, caso um dia alguém queira fazê-la.
A comida não foi exatamente o que esperávamos, o Arsénio tinha comido ali umas ovas fritas, há uns anos atrás e queria repetir a dose. Não foi muito feliz. Além de estarem muito fritas (elas são parecidas com qualquer coisa à milanesa), ainda estavam quentes demais e ele acabou por queimar o céu da boca. Eu pedi o prato do dia, nesses casos sempre acho mais garantido. Das opções (e até eram várias), escolhi a paella. Não era nenhuma Brastemp, mas era comível, como dizemos. O empregado de mesa devia ser filho do proprietário ou mesmo ser o dono do restaurante. Havia uma foto grande numa das colunas da casa, onde ele aparecia, vestido de toureiro e muito sorridente, com aquele famoso olhar matador. Todo ligeirinho, também meio que atirava os pratos em cima das mesas.
Que nada... deve ser assim mesmo, eu é que não estou muito acostumada.
O preço é razoável e o lugar agradável. Numa mesa próxima, alguém comemorava o cumpleaños com uma data de amigos. Um grupo barulhento e divertido.

Depois do almoço ainda demos uma caminhada pela praia, o dia estava bonito e apetecia. Mas logo o almoço pesou e resolvemos sentar-nos à fresca, antes de seguirmos viagem.

A próxima parada foi em Isla Antilla.
Sem dúvida, logo se vê que foi e ainda é uma praia muito bem freqüentada em época de temporada. É a parte turística de La Antilla, que teve origem em uma aldeia de pescadores, mas que hoje já está cheia de prédios com vários andares e em nada lembra a antiga aldeia. Sinal dos tempos, sim. É o que sempre acontece.
Em Isla Antilla há muitos condomínios luxuosos, hotéis imensos e caros e Centros Comerciais bem estruturados. A praia é bonita e ainda tem um ar meio primitivo, se não nos virarmos para olhar a povoação que fica em frente ao mar.
Um lugar bonito, bom de se estar ou, pelo menos, bom de conhecer.

De Isla Antilla fomos para Isla Cristina, que já é um local mais movimentado e não tão organizado feito a anterior. Mais parece uma cidade normal e não uma zona balneária. Mesmo assim, tem os seus encantos. Mas apenas passamos. No caminho, muitas plantações de morango em sistema de plasticultura. Mas algo bem significativo mesmo. Há momentos em que o olho se perde no horizonte. Por ali andam muitas marroquinas, com suas vestes tradicionais. São trazidas de Marrocos para trabalharem na atividade do morango e, segundo matéria que lemos noutro dia, numa revista semanal, escolhem as mais novas e que têm filhos pequenos para vir. Mas os filhos ficam em Marrocos, com as famílias, que é para os proprietários das fábricas daqui terem certeza de que voltarão à sua terra.
Curioso...
Vimos também muitos africanos, talvez nigerianos, argelinos, muitos vindos da Costa do Marfim, que ficam por ali para o trabalho sazonal.
Andei lendo sobre a produção de morangos naquela região e há preocupações bem importantes com relação à ecologia, uma vez que está localizada ao longo do Parque Nacional de Doñana. Utilização irregular da água, de forma a promover o desequilíbrio do ambiente, além dos venenos utilizados na cultura. E são só algumas delas.

De Isla Cristina direto para casa (hotel, né...).
Depois um banho, o lanche leve e uma cama, que estávamos cansados.
E também era preciso acordar cedo para irmos a Tavira, que foi o que fizemos hoje e eu já conto.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Hoje só fotos...amanhã conto mais

El Rocío, Espanha. Uma das casas da Aldeia, que fica a 15 km de Matalascañas, bordeando o Parque Nacional de Doñana. Mais detalhes em http://www.rocio.com

Isla Antilla, Andaluzia, Espanha.



















No apartamento do Hotel, Monte Gordo, Algarve, Portugal.

domingo, fevereiro 24, 2008

O segundo dia...



Acordei cedo, como de costume.
Tomei o meu Synthroid às sete e tentei começar a fazer um café. O fogão aqui é elétrico. E não dei conta de ligá-lo. Mas a água que sai da torneira é de queimar, então fiz o café com ela. Na hora de colocar o açúcar...cadê? Tinha esquecido de comprar ontem. Então foi café amargo...e eu que nem bebi...
Bem, a água da torneira queima os dedos, mas o café ficou frio. Não era fraco, nem fedorento (como no dito popular), só era amargo e tava naquele ponto de dar dor de barriga.
Ah...e o banho ontem, antes que eu esqueça, tinha água quente nos primeiros 5 minutos. Depois, foi um abraço e uma correria prá terminar logo. Água fria em cima do corpo, com esse tempinho que faz aqui, não tem nenhuma graça.
Pois então, bebi uns goles do café e deitei o resto fora, na pia da cozinha(tenho que me cuidar com a língua, aqui, pia é o vaso do banheiro, a sanita, como eles dizem). Não agüentei, era muito ruim mesmo. Optei por cereais com iogurte. Esses nunca falham, são uma ótima opção.

Chovia como o caraças. Outro termo muito usado aqui. Aliás, coitado do tal caraças...deve ter as orelhas quentes, já que tudo é do caraças, seja o que for, passam usando o seu santo nome em vão.
Mas chovia mesmo. Água caindo sem dó nem piedade com os viajantes que vieram passear em Monte Gordo e arredores, por todo o Algarve e boa parte de Portugal e Espanha. Do resto não sei.

Por volta das nove e tal saímos de casa, com a idéia de apanhar o barco e atravessar para Ayamonte, do outro lado do Guadiana, na Espanha.
Deixamos o carro perto do local de onde sai o ferry e o Arsénio foi à frente, comprar os bilhetes.

O barco saía às 10hs, mas a todas essas já faltavam só 10 minutos, então nos dirigimos ao cais. O Arsénio na frente, sempre muito apressado.Eu sempre tentando novos ângulos para alguma fotografia. Enquanto pegava a câmera na mochila e me preparava para fotografar, o gajo, já lá dentro do barco, gritou prá que eu me apurasse. Ele e o condutor me olhavam lá de baixo como se só estivessem à minha espera para iniciar a travessia. Saí correndo cais abaixo, no meio da chuva, máquina na mão. A foto? Já era.
E me desastrei, mas é claro que sim. Só senti os pés escorregando na madeira molhada e a criatura se esparramou no chão, para delírio geral do povo lá em baixo. Câmera para um lado, eu para o outro. Um senhor que vinha atrás de mim, muito preocupado, me perguntava:
- De certeza que não estás lastimada?
E eu nem nada... Óbvio que eu não ia dizer que me doía tudo, tinha me estatelado e o pé me ardia. Também o joelho. Só faltava o Arsénio estar à minha espera lá abaixo, com aquela cara de riso, quase estourando. Ainda bem que não, porque eu tava passada. Ia sobrar prá ele...rssssss
Limpei o traseiro e a barra da calça, recolhi a câmera e fiz aquela cara de desentendida.
Que nada...
Já no barco, ele até foi bem delicado, embora eu tenha certeza de que lá por dentro, ainda tinha o riso louco prá sair. Mas se fez, com certeza. Chegou a me fotografar fiscalizando o pé, prá ver o estrago.

A minha indignação nem era tanto por isso, mas porque tinha certeza de que o barco só saía mesmo às 10hs, não percebia o porque de tanta pressa.
E foi. O barco demorou ainda 10 minutos para recolher a plataforma e partir. Daí, claro que dei umas bocas no compadre, né...Se não tivesse gritado, com certeza eu não teria descido correndo.
Mas depois passou. Ele só dava risada mesmo.

Ralei o pé, o joelho e ainda me dói a parte superior da perna, perto da nádega esquerda. A ver vamos...ainda descubro mais alguma coisa esfolada quando for tomar o banho, mais tarde.

Mas ainda não era tudo.
Quando fui testar a câmera, a minha Canonzinha querida que me custou o olhinho da cara, surpresa...no tombo devo ter acionado qualquer coisa que fez apagar todas as fotos que estavam ali. Nada...nadinha. Nenhuma prá remédio.
Fiquei sem as fotos do caminho, do hotel, do pub do seu Fernando e mais algumas. Vou ter que fazer tudo de novo.
E outra...o flash, que abre automático, parou de funcionar. Já não abria nem por decreto. Fiquei mesmo arrasada e já não queria conversa. Passada até dizer chega.
Nem me lembro da travessia. Em um quarto de hora estávamos do outro lado. Desci do barco toda cheia de cuidados, prá não repetir a peripécie.
Logo na entrada, um belo jardim à frente. Umas pombas comiam migalhas pelo chão. Não resisti. Bati fotos e fotos. E nada de flash.
Lá pela 15ª, o treco resolveu abrir funcionar, prá minha alegria.
E voltou ao normal.
Como eu. A partir daí, ficou restabelecido o meu humor e comecei a curtir o passeio.

Andamos algum tempo pela parte antiga de Ayamonte, mesmo junto ao rio.
A cidade está localizada junto à foz do Rio Guadiana, na provícia de Huelvas, comunidade autônoma da Andaluzia, sul da Espanha. Tem uma área de 142 km2 e população em torno de 18.000 habitantes.
É uma cidadezinha simpática, mas que só começa a funcionar depois das dez e meia da manhã. Talvez porque fosse domingo... Mas olhei o horário num cartaz, em várias lojas. Abrem às 10:30hs, fecham às 12:30hs. À tarde reabrem às 16:30hs (noooooosssssssa!) e fecham às 20:30hs, se não me engano.
Muitas pessoas em roupas domingueira se dirigiam à missa. Alguns turistas enchiam as mesas dos cafés e conversavam animadamente. Bandos de pombos comiam o que lhes era dado e levantavam vôo quando chegávamos perto. Entramos em um café, onde o empregado que atendia atirou-nos duas xícaras de café balcão afora e foi encher copos de imperiais, enquanto fumava um cigarro quase na bagana. Espetáculo de antendimento. Logo se vê que não gramam os portugueses. Pagamos 2 euros pelos cafés (em Portugal cada um custa 0,55 euros) e fomos andar.
Além do passeio, o nosso objetivo era comprar algumas coisas do lado espanhol, onde ainda são mais baratas do que em Portugal. Encontramos um supermercado aberto e depois de feitas as comprinhas básicas, voltamos para o cais do ferry, para fazermos a travessia de volta.
A chuva, entretanto, nunca deu trégua, numas vezes mais fraca, noutras mais forte, mas choveu o tempo todo.


Tentamos almoçar em Vila Real de Santo Antonio, mas não houve hipótese. Então acabamos indo até Manta Rota, uma praia nos arredores de Monte Gordo, onde encontramos um restaurantezinho muito jeitoso, aconchegante mesmo e comemos muito bem.
O nome é PROA e parece ser atendido pelos proprietários, que são muito simpáticos e atenciosos. Em meio ao almoço, entram três músicos e começam a tocar. Lascam um repertório instrumental, que vai de Frank Sinatra a qualquer outra coisa que eu não percebo e depois um deles sai pelas mesas, com um pandeirinho virado ao contrário, com a boca prá cima, e recebe as moedas que lhe são dadas pelos clientes do restaurante e pelos donos. Um momento interessante. Comi Bacalhau à Braz e o Arsénio um bife de atum. A sobremesa foi lemmon tarte e mousse de chocolate, com cheirinho (uma pinga de brandy).

Na volta, deixamos o carro no hotel e fomos andar pela praia.
Falei com a Carol pelo telefone, enquanto caminhávamos. Deu notícias, trocamos algumas idéias e beijos e depois nos despedimos, quando eu já andava à beira-mar. Nesta altura já não tínhamos chuva, apenas um ventinho de beira de praia. Acho que amanhã o tempo melhora.

O passeio foi bom e rendeu algumas fotos.
Na volta para o hotel ainda tentamos passar no Pub do seu Fernando, mas não estava lá ninguém. Acabamos vindo embora, porque já eram mais de seis da tarde e o Arsénio tava ansioso por causa do jogo do Sporting, às sete e um quarto. No caminho olhou todas as ementas possíveis, em cada porta de restaurante por que passou. É uma mania que tem...rsssssss. E que eu fotografo, sacaneando que vou fazer um painel em quadrinhos, aqui no blog, onde ele apareça em várias situações de porta de restaurante a ler ementas.

Um lanche durante o jogo, que vai de mal a pior para o Sporting. Teve um gol anulado no início e levou um, logo em seguida. Já vamos no segundo tempo e ainda perde por um a zero para o Vitória de Setúbal, pelo Campeonao da Liga Portuguesa. O Polga acaba de fazer uma falta feia e sai reclamando ao juíz. Realmente, jogar hoje, pro Sporting, é mentira. Tá duro de ver o jogo.

Gente, ficava escrevendo mais, mas me dói o corpo todo. Vou tomar um banho e dar jeito de descansar um pouco. Tô precisando.
Abraço prá toda a gente.
Amanhã vamos ver o que vai ser do tempo, prá decidirmos o que fazer. Devemos ir a El Rocío, na Espanha, que fica a uns 60 km daqui de Monte Gordo. Desta vez vamos por via rodoviária e espero que não haja tombos...hehehe...

Até amanhã.
Bons sonhos.

Em tempo... o jogo acabou e ficou por aquilo mesmo, uma bola a zero pro Vitória de Setúbal. Isso complica a situação do Sporting, mas...enfim...há dias sim e dias não.
Se Deus quiser, ganha o próximo.

sábado, fevereiro 23, 2008

1º Dia de Passeio com muita chuva...

Saímos de Lisboa eram sete e meia da manhã, em direção a Vendas Novas. E nem me perguntem por que Vendas Novas, que eu já contei aqui mesmo, noutro dia.
As bifanas, lembram?
Pois então...passamos ali perto das oito e meia e tomamos o pequeno-almoço. Bifana, galão descafeinado, sumol...
Sempre a chover.

Descendo o Alentejo pela estrada regional (R2), chuva mandando ver e blues no som do carro. A Espanha à nossa esquerda, na outra margem do Rio Guadiana.
A chuva deu uma trégua quando passamos por Torrão, sol à vista. Mas foi por pouco tempo, em Serpa voltou a chover. E chuva da grossa.

A R2 não é lá essas coisas, em alguns trechos. Lembra de leve algumas estradinhas manhosas lá do sul do meu Brasil. Mas posso garantir que isso foge à regra, as estradas em Portugal são geralmente muito boas.
Há umas árvores ao longo da estrada, pergunto ao Arsénio o que são e ele me esclarece. São os sobreiros, árvores de onde se extrai a cortiça, produto em que Portugal se destaca por ser o maior produtor e exportador do mundo.

Em Mértola entramos na N 122, em direção a Castro Marim, costeando o Guadiana, passando por Guerreiros do Rio, Alcaria, Almada de Ouro e Azinha.
Almoçamos em Guerreiros do Rio uma comidinha bem caseira e muito gostosa, a um preço razoável para os padrões daqui. Carne de porco preto assada, batatas fritas, salada de alface e arroz de coentros. A sobremesa foi uma tarte de amêndoas deliciosa. Café e toca a andar.

Mais uma meia hora e estávamos quase em Castro Marim.
Ainda atravessamos a ponte, antes, para dar uma olhadela em Ayamonte, que já fica do lado da Espanha e voltamos para Castro Marim, para depois rumarmos a Vila Real de Santo António. Mais uns quilometrozinhos e finalmente chegamos em Monte Gordo, nosso destino, debaixo de muita chuva.

O Hotel é o Calema Apart Hotel. Um bom lugar, com bastante conforto, piscina aquecida, sala de jogos, um bom restaurante e uma academia de ginástica. A limpeza é marca registrada.
Nada mau...
Entramos, descarregamos as coisas e fomos dar uma volta pela vila.

Monte Gordo é uma vila balneária, com cerca de 4000 habitantes em tempos normais e que passa a 40.000 na temporada de verão, segundo o senhor Fernando, pai da nossa amiga Isa, que é dono de um Pub muito à maneira aqui na vila. Os hotéis à volta e as ruas estão cheios de turistas ingleses, holandeses, irlandeses, entre outros mais. A maioria são representantes da Feliz Idade e eu fico encantada em vê-los a andar pela rua, em bandos, a curtir o que a vida tem de melhor, depois de provavelmente terem trabalhado muito para chegar até aqui.

Depois de dar umas voltas, fomos até o Pub e ficamos de conversa com o seu Fernando e mais um casal de galeses (País de Gales) muito simpáticos, que estavam a olhar o jogo de rugby entre o País de Gales e um outro time que nem consegui saber qual. Mas a senhora, totalmente fã dos time galês, trazia, além da camiseta, uma bandeira e torcia feito uma desatinada.
O marido, um sujeito interessante como ela. Uns sessenta e tal anos, cabelos brancos, uma barba e cavanhaques muito diferenciados e usando um brinco em uma das orelhas. Ele bebe imperial num caneco. Ela toma uma cerveja que eu não conheço, mas que deve ser do norte da Europa.

Ambos aposentados em seu país, contaram que passam praticamente o tempo todo a viajar. Não me admira nadinha, com a aposentadoria que ganham, devem dar risadas de estar gastando aqui em Portugal, onde as coisas custam quase um terço do valor de lá.
É piada.
Fico imaginando se fossem viver no Brasil.
Haviam de rasgar a boca, tal o sorriso...hehehehe...
Eles falam um inglês que me soa meio escocês, não sendo nada parecido com o inglês londrino. Ela elogia o meu cabelo, enquanto comenta isso com o pai da Isa. Depois nos conta que em setembro vai ao Brasil, mas não sabe me dizer onde exatamente. Ela é uma figura! Pelo jeito ainda havemos de nos encontrar por ali, eles parecem ser assíduos freqüentadores do pub. E a gente, pelos vistos, vai passar a ser. A imperial dali é mesmo muito boa.

Na saída, o senhor Fernando e a dona Maria José (a mãe da Isa, que chegou depois e com quem logo simpatizei) não nos deixaram pagar as imperiais e as "popcorn" consumidas, nos fazendo prometer que amanhã vamos de novo e que daí sim, será uma rodada por nossa conta.

Isso combinado, fomos até o supermercado para comprar algumas coisas para lanches e cafés da manhã. Aqui dá prá gente cozinhar e tudo, assim a viagem fica mais em conta.
Já no hotel, a idéia é tomar um banho, comer alguma coisa prá depois ir dormir. Mas estou agora a digitar as primeiras impressões. O aparelhinho da banda larga do Sapo tá funcionando lindamente, graças!

Bem, gente, tô um pouco cansada. Vou tomar um banho quentinho, comer alguma coisa e rumar ao berço, que amanhã tem mais.
Amanhã vou colocar aqui umas fotos, prometo.
Por enquanto, uma bela noite e bons sonhos.
Até mais...




sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Falando com a Daiane e as crianças...





O Skype é uma beleza!
A gente se vê e se ouve perfeitamente.
Tava até agora falando com a Daiane, a Luísa e o Francisco. O Francisco ainda não fala, mas entende muito bem o que a gente fala. E só dá risada, aquela fofura de pessoinha. Tão bom vê-los assim, alegres e entusiasmados com a nova vida em Santa Maria, a Daiane cheia de projetos para estudar, trabalhar, as crianças começando a se habituar com a nova casa, logo vão prá escolinha. E o Rodrigão bem faceiro com o trabalho na Caixa e com a família por perto.
Isso é que serve. Muita saúde e alegria prá vocês, gente! E muito amor, muitos sonhos bonitos e momentos prá se lembrar sempre.
A mãe fica aqui, torcendo...torcendo por vocês.
E sempre que dá, tô ligada no skype, esperando que apareçam.
Beijo enorme.

Os blogueiros da family...por enquanto...


Eu






Rê e Gabriel O Arsénio






e a Carol.

Blogs e blogueiros














Pois é, a gente tá achando muito legal isso de toda a família ter um blog.
Estávamos conversando sobre isso agora mesmo, eu e o Gabriel.
Entre uma tarefa e outra, faxinando a casa. Eu aqui, ele lá, dando uma geral prá receber as visitas. O Amigo Hermann e a esposa, colega do tempo de faculdade em Santa Maria, que tá vivendo na França, em Grenoble. Comprou colchão de ar e tudo. E ainda agora lavava a louça e varria a casa, enquanto a Rê trabalha. Grande gurizada! Dividindo as tarefas, tudo funciona.
Só falta o Rodrigo e a Raquel. Por sinal, o Rodrigo foi o primeiro a ter blog lá em casa, logo que inventaram a moda, ainda morávamos todos juntos em Santa Maria. Depois enjoou, mas foi mesmo o pioneiro. E a Raquel já teve também. Mas resolveu sair do ar por uns tempos.
De qualquer forma, estamos pressionando (no bom sentido, sim) prá que eles voltem a fazer parte da família dos blogueiros.
Vamos ver...
Quem sabe.
Ah...combinamos agora, o Gabriel e a Rê nos visitam em Abril.
Uau!
Isso vai ser muito bom.

Bom Dia!







































E é mesmo um bom dia. Tá parecendo que vai sair sol.
E eu que tinha tanta roupa estendida, prá secar...isso é bom.
Quando viajo, gosto de deixar a casa bem organizada, portanto hoje vai ser um dia de colocar as coisas em ordem.
Mãos à obra!

Por outro lado ( e é o lado melhor), vejo a Carol feliz, fazendo planos. Nossa, como isso me deixa contente. E é tão bom quando temos alguém prá dividir nossos sentimentos, projetos e planos. Em frente, meus amores! Prá frente é que se anda. E há que se ter sonhos, sempre. E alguma ousadia, sim.

Hoje quero falar com a gurizada. Carol, Raquelzinha, Rodrigo, Daiane e as crianças. Mais tarde vou tentar ligar, que agora ainda é muito cedo, no Brasil, estamos há quatro horas de diferença. Às vezes esqueço e acabo acordando o povo muito cedo. Mas hoje não, vou esperar.
Com o Gabriel e a Rê é mais fácil, estamos no mesmo horário aqui e na Irlanda. É só ligar e já está.
Ontem liguei prá mãe, mas ela tá me saindo uma senhora muito passeadeira, é difícil encontrar a moça em casa. Hoje vou tentar de novo.

Enfim...

Um bom dia, gente!
E não esqueçam, muitos sonhos na cabeça, porque assim a vida fica mais leve. Cabecinha nas nuvens e pezinhos no chão. E coragem, muita coragem prá comandar a vida com sabedoria e algo de inusitado, que é o tempero de tudo, quando conseguimos canalizar para o lado bom.
Grande abraço.
Vivam plenamente o seu dia.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Amanhã.

Sexta-feira. Dia de arrumar as coisas prá viajar no sábado e deixar a casa organizada.
Amanhã não trabalho.
São três dias na semana. Segunda, terça e quinta, manhã e tarde. Quarta e sexta organizo as coisas por casa.
E neste sábado rumamos ao Algarve, Monte Gordo, no sul de Portugal, que ainda não conheço muito. De lá devemos dar um pulo até Sevilha (Espanha) e alguma outra cidade na volta. Uma semaninha prá recarregar as baterias, nada mau. As minhas? Nããããooo, as do Arsénio, tadinho, que anda louco por uns diasde descanso.

Estou curiosa, sempre fico quando vou conhecer lugares novos. Fico assim que nem criança, toda agitada, a palavra mesmo usada lá no sul do sul é "algariada"...hehehehe...
Já coloquei a bateria da câmera prá carregar, tô levando o que é preciso. Quero ver se fotografo bastante. Não posso esquecer de nada.
A previsão do tempo não tá lá essas coisas, marca chuva para o final de semana também no sul. Mas já estamos acostumados, vamos ter que contar com isso e programar algumas coisas que possam ser feitas, mesmo com tempo não tão bom assim.

Pollyanna...Pollyanna...hehehe.
Vou tentar não perder o fio da meada, estamos levando o portátil com internet banda larga, da Sapo. Se der no jeito, escrevo no final da tarde ou à noitinha, contando sobre o passeio, enquanto estivermos por lá.
A ver vamos.
Ainda bem que sábado tá aí...
Fico bem ansiosa...cheia de expectativas...rsssssss



Quinta-Feira, os acontecimentos, a recuperação da Carol e os jornais gratuitos...


Levantei cedo e saímos para o trabalho, eu e o Arsénio.
No caminho comprei a Visão e a Sábado (revistas), porque sempre chego um pouco mais cedo, prá aproveitar a carona, então sento em um banco em frente ao prédio da Abraço e fico lendo, até chegar o povo.
Também dou uma olhada em todos os jornais distribuídos no Metro gratuitamente. São vários. E o que é mais incrível (um dia ainda fotografo isso), toda a gente lê. É olhar-se de fora, através das janelas das carruagens (vagões), e tá todo mundo muito compenetrado, lendo. Vejo crianças indo para a escola e apanhando o jornal no dispositivo, para sair lendo, rua afora. Depois devem levar aos pais, em casa. Mas toda a gente lê, isso é o que vale.
E de graça!
Absolutamente de graça.
Em todas as estações do Metro, em todas as linhas, na linha do comboio, nas feiras livres, em algumas lancherias e cafés, nos semáforos, ali...à disposição de quem apetecer. E pagam-se com publicidade e anúncios classificados, pelos vistos.
Não, não é o governo quem paga.
Acreditem se quiserem.
Há o Metro, o Global, o Meia Hora, o Destak, o Dicas e o Hoje. Ainda há outros, que não lembro do nome agora. E olhem que são bons jornais.
Isso é algo prá se elogiar, sem sombra de dúvida.
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Tô super contente. A Carol falou comigo há pouco e tava vindo lá do consultório do Dr. Renato. Depois de um tratamento bem disciplinado, repetiu os exames e tá tudo cem por cento. Conseguiu se livrar da tal infecção causada pela pedra no rim. Ufa!
Graças a Deus tá bem e me prometeu que vai continuar bebendo muita água. Que agora isso tá introjetado...se conscientizou de verdade.
Que bom!
Os filhos saudáveis e felizes...o que a gente pode querer mais desta vida?
Só posso agradecer.
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quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Mais um dia bonito, hoje...

Fui cedo prá Abraço. O pessoal ainda nem tinha chegado.
Enquanto esperava, fiquei pensando que essa foi uma decisão muito boa.
Há tanto tempo eu queria fazer um trabalho assim. Tô muito contente.

E o pessoal ali é muito leve, muito querido mesmo.
É bom conviver com pessoas assim.

De resto, vou ouvir um pouco de música com o gajo e conversar um pouco.
Trocar umas idéias e fazer uns planos.
Boa noite, gente.
Até amanhã.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Terça movimentada e o blog da Carolzinha...

Olá, gente!
Hoje estou particularmente contente.
Comecei a fazer um trabalho voluntário na Abraço, onde a minha amiga Margarida Martins é a Diretora Presidente.
Fui super bem recebida, as pessoas são muito especiais por lá. Posso dizer que me senti em casa. Já tenho mesa, computador e telefone. E já fiz uns contatos hoje. Tava até emocionada.
Ah...sim, trabalho na área de marketing. Imaginem, não podia querer nada melhor. Adoro isso.
E o trabalho da Abraço é exemplar.
http://www.abraco.pt/

Sim, agora a família resolveu se comunicar por blog...hehehe...
Isso é muito bom, exercita a produção textual e a gente tá sempre atualizado.
Melhor, impossível.
E o blog da Carol tá uma graça.
http://www.carolgorski.blogspot.com/

Bom gente, preciso de um banho e de uma sopa quentinha. Depois é dormir cedo, que amanhã pego carona do Arsénio prá ir ao trabalho, bem faceira.

Boa noite prá toda a gente.
Abraços!

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

E a Badela amanheceu debaixo d'água...

Choveu a noite toda, em baldes.
Amanhecemos na escuridão, porque também a luz se foi no meio da madrugada. Raios, trovoadas e muita chuva mesmo. A coisa foi movimentada.
Ia sair cedo prá ir à Abraço, acabei não conseguindo sair nem de casa. Havia bichas de carros na rua e chegar na paragem da camioneta, nem pensar. Alagada. Água até os joelhos.
Pelas 9 horas a dona Graciete ligou dizendo que estavam debaixo d' água lá no Bairro da Petrogal. Que a água corria como se fosse uma cachoeira e a Praça de Goa era um rio de águas revoltas.
Esperei acalmar a chuva e fui até lá.
O estrago foi realmente grande. Já no caminho, carros abandonados em meio ao rio que a rua era, com água pelo meio, na altura do carro. Mais adiante, na entrada do bairro, uma carrinha parada, de portas abertas e tudo, sem poder andar nem prá frente, nem prá trás. O condutor andava em meio ao lamaçal, sem saber o que fazer direito, talvez esperando socorro.
No bairro, não dava prá entrar. Consegui ir pela beirada do prédio, embora houvesse muita lama. Era impossível chegar até a rampa sem se atolar até os joelhos. Tudo cheio.
Cheguei bem no momento em que o pessoal começava a se movimentar para olhar o estrago e tentar minimizar a coisa toda.
Nas garagens a água subiu em torno de 70cm, alagando tudo e enchendo os carros. Aquilo virou um mutirão.
As pessoas limpavam as garagens (dentro era o caos). Lama, grama, sujeira de todo o tipo, trazida pela avalanche de água.
Falaram que isso tinha acontecido há 40 anos atrás, mas não foi mais do que uns 20cm. Essa de agora foi muito além.
Acabamos por decidir fazer uma grande e comprida vala, rente aos prédios, para que a água, se a chuva cair de novo com essa vontade toda, enverede por ali e não inunde tudo, porque vai ser todo o trabalho a se repetir. Os carros foram tirados para fora das garagens e tentamos esgota r a água que havia lá dentro. Mas terão que ser lavados e secos em algum posto, aspirados para sair o restante da lama.
O Bairro é o local mais baixo da região, para onde a água escorre naturalmente. E a maioria das pessoas que ali vive são de idade avançada. Os filhos, na sua maioria, casaram e foram morar em outros lugares. Os pais ficaram.
Um quadro e tanto.
Espero que não chova esta noite e que abra sol durante a semana, para que possam tentar secar toda a molhaceira.
Dia movimentado mesmo.
Volto depois.

domingo, fevereiro 17, 2008

Conversas no msn...

Enquanto o Arsénio vê o jogo do Sporting (acreditem, mas ele quase que esquece que era hoje!), eu fico aqui falando com o povo no msn.
Já falei com a Janetinha, lá em Brasília, com a (pois é, também em Brasília) e ela me deu uma receita de Purê de Milho, que deve ser um espetáculo.
Sim, vou passar a receita, sim.
Esperem.
No final.
Falei com a Tânia, minha colega e amiga da Caixa, lá de Santa Maria.
Ah...com a Margarida Martins, da Abraço. Gente muito boa a Margarida. Amanhã de manhã vou lá ver o que posso fazer prá ser útil, trabalhar um pouco com ela e com o pessoal da Instituição.
www.abraco.pt
Agora estamos falando, eu e o Gabriel.
Em Dublin fazem 3 graus neste momento. E trocamos uma idéia sobre o ato de tomar banho ou não, nessa friagem toda...hahahahahaha!!!
Eu voto contra, vai que a criatura pega uma gripe...
Se bem que um banhozinho bem quentinho, um pijama de pelúcia e uma caminha depois, até que não é mau. Mas ele, de certeza que não vai botar um pijama de pelúcia.
Mas o cara já tomou banho de tarde! Prá que outro banho? Depois, como diz o Sérgio "Ataliba" Flores, vem uma burra conta de luz e de água!
Deixa prá lá. O negócio é sem banho hoje.
Lá, né.
Aqui tá frio, mas nem é prá tanto. Devem estar uns 15 graus. Ou 12. Nem sei.
Mas dá prá tomar banho. E é isso que vou fazer agorinha mesmo. Depois vou ler um pouco, na cama, até pegar no sono.

Abraço prá todos.
Até a vista.

Ah...sim, a receita da Rô:

PURÊ DE MILHO

1 lata de milho ou o equivalente de milho cozido
2 latas de leite
1 colher de manteiga
Bater no liquidificador com uma colher de sopa de maisena ou coisa que o valha.
Depois, cozinhar em fogo brando, mexendo até engrossar.
Diz que fica uma delícia.

Eu acredito.

Boa noite, gente!

Domingo e BLOG novo.


Hoje amanheceu um dia mais do que rabugento e, então, andar de bicicleta, como a gente faz quase todo o domingo de dia bom, foi mentira.
Levantamos mais tarde.
A chuva começou logo de manhã e era fria, mas só senti quando tive que ir ao supermercado, escolhendo os beirais dos prédios prá me abrigar dos pingos e prá não me empapar. Sim, esqueci o chapéu de chuva cá em cima. Também tive que me equilibrar em cima dos tênis, porque esses calçamentos de pedrinhas brancas, comuns aqui em Portugal (as calçadas portuguesas), quando chove, são uma desgraça. Ficam mais lisos do que muçum ensaboado. E eu já não ando muito católica desde o tombo que levei fazendo surf num tapete ali no chão do quarto (o meu parceirão aqui achou tão lindo fazer o chão brilhar com um spray de lustra móveis!) Oh...dor!

Almoçamos Pica-Pau de carne de cavalo (eu nãoooooooooooooo!!!! O Arsénio, né...eu me recuso a comer bifes de cavalo e não me perguntem por que) e lombo de pescado ao molho (isso sim, eu fiz e comi), com um arrozinho branco bem soltinho, como deve ser. Também havia salada. O Arsénio tomou vinho branco, eu tomei tinto. Vai ver era dia do contra.
Fazer o que, com chuva...a gente vai prá cozinha e inventa. E come. E engorda. Bahhhhhhhhhh!
A sobremesa foi banana em fatias, cobertas com outra fatia generosa de goiabada, mais duas fatias de queijo muzzarella e canela por cima, tudo isso ao forno. Hmmmmmmmmmmm....delícia.
Aqui parece que ninguém come goiabada, mas há supermercados onde se encontra e é da brasileira. Bem gostosa. Achei no Pingo Doce.
A seguir, cafezinho no Basílio. O Arsénio ainda tomou um Brandy mel.

Desde então estamos aqui, grudados (ele no PC e eu no portátil, lado a lado). Tivemos hoje o parto do blog
http://www.badelacapitaldoimperio.blogspot.com/ , que afinal nasceu, depois de muitos e muitos "dasssssss-se " e uma luta romana dos indivíduos contra a máquina.
Mas ficou bem interessante.
Basicamente vai falar sobre viagens, lugares, dicas de atividades ao ar livre e outras peripécies.
Segundo o dono, trata-se de um blog para viajantes, não para turistas.
E já tem fotos. Vale conferir.
Sim, claro que é do Arsénio. Ele também já tem orkut e tudo.
E viva a Internet, gente!
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E o blog do Gabriel e da Rê pode ser acessado pelo endereço http://www.perdidosdublin.blogspot.com/ .
Deve mudar de nome, mas para isso será feita uma enquete, segundo os donos. E todos poderão dar o seu voto, democraticamente. Palavras do Gabriel.
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Falei com o Rodrigo há bocado...tava lá em Santiago, envolvido em preparar um churrasco pro pessoal. Legal esse jeitão dele, tá sempre juntando a família. Também a Raquel, o Dionathan, a Carolina (já bem melhor, graças a Deus), o Lucas e a vó Ilda faziam parte da turma reunida.
Agora estamos a três horas de diferença, a mais aqui, já que o horário de verão acabou no Brasil.
Isso não facilita muito a nossa comunicação, mas a gente dribla tudo prá poder estar sempre em contato. Família é tudo de bom!
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Ah...sim, o filme de ontem era bem bom. As Confissões de Schmidt, com o Jack Nicholson.
Como ainda estávamos sem sono, assistimos a mais um, O Diário da Nossa Paixão, com a Rachel McAdams e o Ryan Gosling. Um filme leve e muito bonito, com uma fotografia espetacular.
Ainda me falta ver Colisão, Walk the Line e Outra questão de Nervos.
Não sei se vai ser hoje. Depois digo qualquer coisa.
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Acho que era isso.
Se lembrar de mais, volto depois.
Abraço grande a todos.
E uma linda noite.
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sábado, fevereiro 16, 2008

E porque hoje é sábado...

Os tremoços...
E como é que se come? É assim, aqui eles estão com casca, portanto, morde-se numa das pontas e o miolo escorrega para fora da casca. Só prá esclarecer, porque na primeira vez em que fui comer, já ia comendo com casca e tudo...hehehe...

Pois no sábado é assim...
A gente acorda animado, cheio de idéias mirabolantes.
Ia fazer um semifrio de morango, depois desisti. Precisava descer e comprar ovos. Ia depois.
Comecei a passar umas roupas. Também não era aquilo.
Pensei em ir à praça, comprar frutas, legumes e outras tretas, mas acabei ficando por casa, entrando na internet, fazendo outras coisas completamente diferentes do que tinha pensado e quando dei por mim já lá se iam as horas.
Onze e meia e tínhamos combinado de almoçar com os pais do Arsénio.
O Cozido à Portuguesa estava uma delícia, nem se esperava menos. Tomamos um vinho branco feito por um primo da terra (Amareleja).
Depois do almoço fomos até o Centro comercial Vasco da Gama, tomar o café da ordem. Claro que tínhamos que entrar na Worten, é de praxe. Mas antes andamos a perambular entre as prateleiras da Sport Zone. Acabei por comprar uma calça de abrigo e o Arsénio umas meias e uma camiseta de treino.
Na Worten encontramos uma brazuca de São Paulo, chamada Priscila, dona de uns olhos azuis muito bonitos, que acabou por nos convencer a comprar uma placa de internet móvel da Sapo. Andávamos bem inclinados a isso, já há algum tempo, para podermos acessar a internet no portátil, quando andamos em viagem.
Também havia uns filmes em oferta. Daí eu não resito, né...
Comprei quatro e acho que todos são bons.
E ainda há aquele que veio com a revista Visão, prá ver. Portanto, se chover no final de semana, como tudo indica, vamos ter lugar cativo no sofá da sala.

Já em casa, brinquedinho novo e tal, uma hora e meia depois, cá estou eu a usar a tal plaquinha no portátil, prá testar, enquanto o Arsénio fica lendo o que escrevo no blog, se fazendo que vê o jogo do Manchester United com o Arsenal, pela Taça da Inglaterra, entre uma mini (Bohemia) e outra e um monte de tremoços. O tremoço é uma espécie de grão - semente do tremoceiro - do tamanho de uma fava, meio amarelado, que se põe de molho em ´água com sal, para inchar. E que fica de molho nesta água salgada, esperando os afixionados devorarem aos montes, como petisco e desculpa prá umas imperiais.
Olha, por acaso, em Santa Maria se encontra no BIG. Costumava comprar lá, em vidros tipo de conserva. Só que são um pouco miúdos, os daqui são bem maiores. O povo aqui é maluco por tremoços.

Na rua, a noite já caiu e o tempo arrefece (tá um frio quase do Caraças).
Ontem fiquei de trela com o Gabriel no msn até às duas da manhã, e ele filosofando até dizer chega...tava inspirado. Cada uma que saiu...só vendo.
Antes tínhamos conversado com a Carol que, graças ao bom Deus, está se recuperando e, depois de alguns dias se animou a sentar na frente do PC, tadinha da minha filhota. A tal pedra no rim fez um belo estrago, deixando de quebra uma infecção bem chata de combater. Mas já sinto que tá melhor, até na voz. E vou ficando mais aliviada, depois de todo o sufoco.
Na tela da TV, vejo de relance o jogo, o Manchester vai arrasando o Arsenal por 4 X 0, com uma partida impecável de Nani (ex-Sporting).
Minha Nossa Senhora!
Acabado o jogo, sem modificar o resultado e eu proponho vermos um filme dos que comprei.
As Confissões de Schmidt, com o Jack Nicholson.
Vamos a isto.
Abraço, gente.
Volto depois.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

E sobre a revista Visão da semana...

Com tanta função, esqueci de comentar...
O dvd veio junto, sim. É " O Diário da Nossa Paixão". Ainda não assisti. Mas parece ser bom.
Quanto às matérias, a de capa é sobre os vícios e porque ficamos viciados. Álcool, Drogas, Tabaco, Jogo, Compras, Sexo e os mecanismos de dependência. Um retrato da situação em Portugal.
Interessante.

Há um dado que me chama a atenção, em especial. Portugal é o segundo país que mais aposta no Euromilhões, sendo somente ultrapassado pela França, que tem uma população seis vezes maior.

Mais uma: essa toda a gente já sabe, mas não custa repetir...
A Microsoft está oferecendo 30 bilhões de euros pela Yahoo!
Tudo para tentar roubar o protagonismo do Google.
Será que acontece?

Engraçada a crônica do Ricardo Araújo Pereira (Gatos Fedorentos). Podem falar o que quiserem, mas gosto muito de ler o que ele escreve.
Pois é...

"Se Obama for eleito, durante uns anos viveremos num mundo surpreendente em que o Presidente dos Estados Unidos da América se chama Barack Hussein Obama, enquanto, por exemplo, no Gana, o Presidente é um tipo chamado John."

e outra...

"Depois de tudo o que aconteceu, não deixa de ser extraordinário que um povo tenha a coragem de pôr um avião daquele tamanho (o Air Force One) à disposição de um homem chamado Hussein."

A revista ainda traz uma matéria interessante e triste, sobre a cidade argentina de Comodoro Rivadávia, a cidade do vento e do petróleo que, segundo a matéria, tem no seu subsolo a maior parte do petróleo extraída na Argentina. Onde as petrolíferas dali retiram um lucro diário de 40 milhões de euros, mas falta saneamento básico, não há ensino digno, as águas residuais não são tratadas, o lixo é jogado no mar, e a praia é um lugar onde nem os pássaros pousam. Uma cidade riquíssima, a vegetar em pobreza. Sem falar no imenso foco poluidor.
Triste mesmo.

E, como mão poderia deixar de ser, fala na Telenovela na Sarkolândia. Confusões à parte, fato é que o presidente, segundo pesquisas, começa a perder popularidade de dezembro prá cá.

Bom, vou prá mais uma caminhada à beira do Tejo, prá espairecer. Abraço a todos. Até amanhã, se Deus quiser. E vai querer.



E mais...

Amanhã é sábado e devemos ir comer um Cozido à Portuguesa, lá na dona Graciete. Há pouco me ligou prá saber da Carol e nos convidou. Ela liga todos os dias, prá saber de mim e da gurizada. E não é só por ligar, percebo nela um interesse genuíno, bom. Ela tem um coração enorme, cabe toda a gente lá.
Aos sábados quase sempre almoçamos com eles, os pais do Arsénio, onde, segundo ele e, já agora corrigindo o que falei noutro dia, "é bom e é de borla". Claro que é brincadeira. E uma brincadeira carinhosa que faz com a mãe.
Ela realmente cozinha com gosto e, por isso, faz com que tudo fique delicioso.
Sorte nossa!

E o Gabriel e a Rê finalmente nos deram a alegria de podermos ler o blog que criaram. Não dou o endereço porque, segundo ele, ainda está em fase de construção, mas assim que me autorizar, com certeza colocarei aqui. Há de tudo. Tempo em Dublin, muitas fotos, comentários. Tá mesmo muito legal. Eles têm mesmo uma sensibilidade muito apurada, como diz a Rô, irmã da Renatinha. E andam esparramando amor por onde passam. Isso é de fazer a gente muito feliz.

Hoje cedo pude estar um pouco com o Rodrigo, a Daiane e o Francisco. A Luisinha ainda dormia. Essas câmeras são mesmo um espanto. Prá nossa alegria, a gente se vê sempre que possível e se ouve com muita qualidade. É uma forma de matar a saudade, que é sempre grande, enorme, incalculável. Trocamos idéias, atualizamos as notícias e fico sabendo do progresso dos pequenos e dos maiores. E o Francisco está uma bebê lindo, dono de uma simpatia contagiante, esse gurizinho vai dar o que fazer. Daqui a uns dias faz um aninho. Queria tanto estar lá com eles prá comemorar, mas a gente ainda vai fazer muitas comemorações juntos, de certeza. Tenho fé que sim.

Há pouco consegui falar com a Carol. Passou bem a noite e continua tomando os remédios para fica boa depressa. Isso, filha, força e determinação! E não esquece de beber muita água e de se alimentar bem. A mãe tá aqui torcendo muito por ti. Fico muito feliz de saber que o Lucas é uma pessoa tão dedicada e carinhosa contigo. E agradeço sempre a Deus por colocar pessoas tão especiais em nosso caminho. Esse menino vale ouro.

Eu e a Raquel temos falado todos os dias, sei que está bem, fazendo um pouco de companhia à Carol e também batalhando atrás dos seus projetos. É uma lutadora, essa guriazinha. E que força que tem!

Não falei com a mãe depois de terça-feira, mas soube que houve um vendaval muito forte no Cassino, com bastante estrago. Vou ligar daqui a pouco, porque ainda é muito cedo no Brasil, prá saber dos detalhes e ver se está tudo bem com eles.

E agora, prá Vivian Dias, minha amiga de blog.
Encontrei o cd do Zeca Afonso!
Uau!
Hoje estou colocando no correio. Daqui a uns dias (no mínimo 10 ou 12 úteis) deves estar recebendo.
Espero que gostes e que divulgues a todos que têm sensibilidade prá essas causas tão bonitas. Ele foi um marco aqui para os portugueses. Pela simplicidade e pela sua luta pela liberdade, através da expressão musical.
Abração prá ti. E muita luz.

Bom, pessoal, que Deus cuide sempre de nós e nos proteja.

Fiquem bem. Vou caminhar um pouco mais. Um lindo e proveitoso dia a todos.

Valentine's Day

Foi ontem.
Trocamos prendas e saímos a jantar com os amigos queridos, Isa e Énio.
Talvez pudesse ser uma noite NÃO, se déssemos bola prá essas coisas terrenas, como eu digo. À entrada do restaurante, fomos informados de que não havia gás e que talvez não pudessem servir jantares. Depois veio a dona e disse que não, que era uma questão de minutos e tudo estaria resolvido, que podíamos esperar, enquanto comíamos as entradinhas. Fizemos ali mesmo uma reunião à jato e decidimos dar o benefício da dúvida. Ficamos. Até porque o objetivo era estarmos todos juntos e desfrutar de bons momentos de conversa e boas risadas.
Sentamos.
Logo começou a chegar mais gente. A explicação era dada e as pessoas, via de regra, resolviam ficar.
Fizemos o nosso pedido. Optamos pela Cataplana de tamboril.
Até não demorou quase.
A cozinha fica à vista dos clientes. Notei um certo nervosismo nas cozinheiras e no ar, em geral.
Agora virou moda essa coisa de fugas de gás por aqui, volta e meia param um prédio, desligam tudo e toca a examinar. Afinal, não se sabe o que houve, mas atrapalhou bastante.
Eu pensava...contanto que não exploda nada, tá de bom tamanho. Cheguei a comentar com a Isa.
Tá certo, melhor prevenir do que remediar.
E a gente tava ali, sem compromisso mesmo, na manta. Sobretudo eu, que os outros três trabalham e não é pouco.
Prá encurtar. Pagamos caro e a comida foi meio frustrante. Ou seja, não comemos praticamente. O peixe não estava bom, o camarão tinha passado do ponto, as cebolas estavam cruas e aquilo tudo, como dizem aqui, não sabia a nada.
Ainda tentamos a sobremesa e o café. Como eu tinha caminhado muito durante o dia, me dei de presente uns profiteroles com calda de chocolate. De 1 a 10, valiam 5. O Arsénio pediu uma mousse de chocolate e a Isa, strudell de maçã. Não sei se estavam bons, mas ninguém comentou. O Énio nem quis sobremesa.
Depois do café, pagamos a conta e viemos embora.
Com certeza, não vamos esquecer desse jantar do Valentine's Day. Por uns dias, digo eu.
Já o Arsénio diz que lá não volta.
O nome do restaurante?
Ah...não vou dizer.
Fica em São João da Talha e tem fama de ser muito bom. Caro é.
Já havia comido ali por duas vezes e estava mesmo a contento.
Pode ter sido só um dia mau.
Tomara. Às vezes acontece.
Fora tudo isso, a noite valeu e foi divertida.

O Doutor Renato, a Zoraide e a gurizada.

Além de médico, é um bom amigo.
Enquanto falava, há pouco, ia lembrando de algumas passagens que só vêm confirmar o que digo a seu respeito.
Todos naquela família são muito especiais. Ele, o meio português cozinheiro inveterado, curioso das lides dos gostos e das panelas, apaixonado pelo Cruzeiro de Santiago. Muitas vezes nos sentamos lá na casa deles no Cassino, com a Zoraide e, vez ou outra, algum dos filhos, o Rodrigo, o Eduardo ou a Renata, prá conversar sobre a vida, sobre comidas diferentes (ele adora peixe e eu também). Falávamos de músicas, de livros, de viagens, dos filhos, claro. Cada um com as suas características. E dávamos sempre boas risadas, porque eles são mesmo muito divertidos e com um astral fora de série.
Eles são gente da melhor que há.
A Zoraide toca piano porque gosta. E eu sempre querendo escutar, porque adoro música e sobretudo música ao piano. Ouvíamos discos.
Lembro dela sempre deitada na rede a ler, lá no Cassino. Quando chegávamos, trazia todas as cadeiras da casa para que a gente se acomodasse e sentava ali, daquela forma simpática e educada, com aquele sorriso aberto e receptivo.
E era curioso, eu lá os visitava muito mais do que em Santiago.
O Dr. Renato, segundo a minha boa e querida mãe Hélène (como eu a chamo carinhosamente), foi quem lhe botou saudável de novo, depois de andar por um bom tempo a perambular em consultórios, aqui e ali, cuidando dela de forma super especial. A mãe não esquece disso, volta e meia fala no assunto e é eternamente agradecida a ele.
Depois com a Dona Ilda, quando esteve doente, eles sempre ali, presentes, dando uma palavra de alento e fazendo muito bem o seu trabalho.
As duas confiam demais no que eles dizem e fazem, como eu.
Uma vez eu estava no México e, sei lá se por causa da comida ou qualquer coisa do gênero, contraí uma virose violenta, que me deixou uma semana prostrada, com febre e dores pelo corpo todo, além das dores de cabeça infernais, sem poder sequer sair do hotel. Lá as farmácias têm médicos. E me indicaram um remédio prá tomar. Adivinha se eu tomei antes de consultar o Dr. Renato e a minha amiga Raquel Fernandes, de Santa Maria? Não. Só tomei as tais injeções depois de saber o que eram e prá que serviam e que podia tomar sem problemas.
Isso também aconteceu quando me acidentei em Floripa. E muitas outras vezes sem conta. E não tinha hora.
A Zoraide foi minha anestesista em uma cirurgia, há tempos, em Santiago. Nunca vou esquecer da forma como ficou comigo o tempo todo, segurando a minha mão.
Os filhos, toda vez que nos encontramos, é uma alegria. Herdaram a simpatia e a simplicidade dos pais. O Rodrigo virou um excelente e reconhecido Chef, a Renata uma profissional competente na área de design e o Eduardo um advogado conceituado. Mas acima de tudo, continuam sendo pessoas muito queridas para nós.
Felizmente, como eu digo, eles são gente da melhor que há.
E nós somos privilegiados de poder contar com a amizade e o carinho deles.
Queria fazer esse registro, porque nem sempre temos oportunidade de falar o que sentimos e do quanto gostamos das pessoas.
Obrigado, amigos. Estão e sempre vão estar em nossos corações.

Sufoco...

Há coisas que se leva de forma mais suave e outras não.
Tenho andado atrapalhada emocionalmente. Tenho uma certa dificuldade em administrar a coisa da distância, quando os filhos precisam mais da nossa presença do que de costume. Passamos uma semana complicada, de muitas ligações telefônicas, via internet e tudo o mais. Nesses momentos a gente fica se perguntando até que ponto podemos sair de perto, à medida em que vão se tornando adultos. Sei que é hora de cada um ter a sua vida, seguir o seu rumo, fazer as suas escolhas. Temos que dar-lhes o espaço. Mas para nós, pais e, sobretudo para nós, mães, eles sempre serão pequenos no lado emocional (para nós, porque eles, com certeza, não o são).
Desde segunda-feira ando bastante preocupada, a Carolina andou em idas e vindas ao hospital, por conta de uma crise de cálculo renal bem complicada.
A sensação de estar longe é terrível, o fato de não poder estar ao lado, segurar a mão na hora da dor, essas coisas que as mães querem fazer pelos seus filhos. Não queremos que sofram, não queremos deixar que nada lhes doa, enfim, só os queremos sorrindo e felizes. Saber-lhes adoentados, preocupados, aflitos e sofrendo dores é uma dor ainda maior. Sentimo-nos completamente impotentes.

Felizmente o Dr. Renato Medeiros, além de ser um ótimo médico, é um ser humano especial, uma pessoa com sensibilidade prá saber o que se passa na cabeça da gente e de nos tranqüilizar, nos colocar no colo, enquanto toma as providências necessárias. Já não foi a primeira vez. Desde pequenos os meus filhos se acostumaram a serem cuidados por ele e, por isso, têm muita confiança no que ele diz e faz. Tratava-os diretamente, quando a gente não podia ficar em casa, por causa do trabalho, ele medicava e, de tempos em tempos, ligava prá nossa casa e falava com os pequenos pacientes, perguntando-lhes como se sentiam, dando-lhes as orientações que eles seguiam à risca. Com certeza, não é à toa ser recolhecido sempre pelo seu belo trabalho, em prêmios e prêmios que recebe por ser o médico dedicado que é.
E felizmente ele está cuidando da Carol, com todo o carinho.
Isso me deixa mais descansada. Falo com ele, falo com ela, vamos travando uma comunicação possível, com esse oceano imenso ao meio, como se ele não existisse.
E tudo vai voltando ao seu eixo, se Deus quiser (e rezo todos os dias e noites pelos filhos, netinhos, pela família, pelos amigos) logo ela vai estar bem e recuperada.
Filha, não importa o quão distante esteja, quero que saibas que estou contigo sempre, de dia e de noite, o tempo todo, com todo o amor que pode haver no meu coração.
E que estamos de mãos dadas.
E sempre vamos estar.

Pois é...

Antes de qualquer coisa e, depois de tantos dias sem um post qualquer, tive que reler tudo aí abaixo, prá me situar.

O tempo continua bom, por aqui. Não dá prá se queixar. Solinho agradável, não muito frio. Isso sempre dá novo ânimo.

Também continuo caminhando. Ontem, quinta-feira, andei por três horas. E até andaria mais. Acho que quanto a isso já deu prá ver que não há dificuldade. A grande questão é a saída, a arrancada, a decisão. Depois vai. Pretendo manter. Hoje vamos caminhar de novo. E bastante.

Fomos ver a Nauticampo na segunda-feira, sim. Tava bem legal. Por pouco o Arsénio não fechava negócio ali mesmo, com um vendedor muito atencioso e interessado. Ainda há pessoas assim, há. E a gente acaba se sentindo à vontade prá dar o passo decisivo da compra.
Mas ainda não foi desta vez.
Vamos de férias pro Brasil em novembro, não tem como investir um valor razoável assim e não poder usar o máximo possível. Mas estamos amadurecendo a idéia, com calma.
Quando desejamos muito alguma coisa, é preciso foco.

Sobre a corrida da EDP (é a companhia de energia elétrica daqui), a travessia da Ponte 25 de Abril, ainda não fiz as inscrições, mas até amanhã tenho que fazer, do contrário, vamos pagar mais caro. Aumenta 5 euros a partir do dia 17.

domingo, fevereiro 10, 2008

Domingooooooooooooooooooooo...


Hoje cedo nos apetrechamos e fomos andar de bicicleta até o Parque das Nações.
Dia de bastante sol, as pessoas todas na rua, caminhando, correndo, bicicleteando. Gosto desse clima assim, quase primaveril. Mas na ida estava fresco. Quase que me arrependia de não ter colocado uma blusa mais grossa por baixo do abrigo.
Andamos quase duas horas. Contando com a paradinha básica no bar das bicicletas para um sumo de laranja e um café, sentados ali, olhando o Tejo e suas gaivotas e os grupos de ciclistas que chegam e ficam ali, contando suas histórias. Outros vêm sozinhos. Uns tomam café, outros uma água, alguns comem qualquer coisa, outros tomam um copinho de vinho. É dia de fazer as vontades.

O almoço foi no restaurante da Graciete onde, segundo o Arsénio, se come muito bem e não se paga. Que cretino!
A comida dela é sempre um espanto.
Hoje foram os "secretos", que são bifes magros de carne de porco preto. Delícia.

Ontem caminhamos hora e meia, à beira do rio. Andamos em função de botar as gorduras a mais abaixo. Se vamos conseguir, sei lá. Mas a pressão volta ao normal e a gente se sente muito bem com o exercício. Resta saber se teremos persistência. Eu acho que sim.
De resto, tirando o domingo, onde se pode abusar, os outros dias da semana, pelo menos prá mim, são de uma dieta meio leve, meio não. Ainda não me pesei, mas acho que emagreci um pouco. Depois vejo.

Amanhã é dia de visitar a Nauticampo, na FIL. É o maior salão internacional de navegação de recreio, campismo, caravanismo,desporto e piscinas. Já é a segunda que visito, desde que estou aqui. Vamos namorar as autocaravanas, de novo, sim. Há cada uma que a gente nem acredita em tudo o que se pode ter lá dentro. Um verdadeiro espetáculo.
Sim, vamos levar babeiros...
E, claro que eu vou tirar fotos.
Amanhã, sem falta, vou fazer a inscrição para a 18ª Mini Maratona de Lisboa, que acontece dia 16 de março. Desta vez o Arsénio disse que também vai. Ano passado fizemos eu, a Tina, o André e o primo Sérgio. Foi muito legal, eram mais de 50.000 pessoas. Neste ano vão limitar a 30.000. Por isso temos que agilizar a inscrição, senão ficamos de fora.
Claro que eu não corro desesperadamente, né...mas faço a passos muito rápidos, sério.

Gente, era isso...
Se me lembrar de mais alguma coisa, volto.
Abraços mis!

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Mais sol e um céu bem azul...Será a primavera se adiantando?

Se for, melhor, eu adoraria!
O frio nos faz mais contraídos.
Pelo sim, pelo não, vou andar ao sol. Toda a gente diz que faz bem à saúde e eu digo que também ao espírito.
Um dia ensolarado prá todos e muita luz.

Até já.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Ainda de URTIGAS...

Pois é claro que eu não sou de me conformar bem assim.

Quis saber se, caso tivéssemos ingerido as famigeradas junto com os temperos, o dano seria relevante.
Vai daí que, procurando na internet que, segundo o meu amigo Wellington, é onde se acha tudo e mais um pouco, achei um blog com esse conteúdo. Vejam lá:


Urtigas, pois, sou jardineiro de uma plantação de urtigas, as urtigas, são extremamente aconselhadas, nos livros da especialidade, mas cá para mim, são boas mesmo, para a urticária, não dizem que veneno com veneno se cura, pois então, fica assim tal e qual… (Tal e Qual, mas em que filme eu já vi isto), vejamos então algumas utilizações além da urticária. Fiquem a saber que as urtigas "picam" por acção de um verdadeiro cocktail químico, rico em histamina, formiato de sódio, serotonina e acetilcolina, que está contido sobre pressão na base dos pêlos. Estes pêlos, também chamados dardos, estão impregnados de sílica, e quebram-se como autênticos vidros quando entram em contacto com a nossa epiderme, libertando o líquido urticante. A histamina é, então, a responsável pela sensação de queimadura". Mas vou explicar direitinho.
Para além das propriedades fertilizantes da sua infusão, rica em azoto, potássio, cálcio e magnésio, as urtigas (depois de arrancadas pela raiz!) podem ser úteis nas hortas e jardins: a mesma infusão diluída é um potente insecticida biológico (contra pulgões, por exemplo) e, acrescentadas ao composto, aceleram a sua fermentação. (Estão vendo porque faz bem à saúde).
As suas folhas são deliciosas quando cozinhadas (de lamber os dedos e as beiças). Devem-se escolher as folhas mais jovens das urtigas sem flor. As folhas devem ser arrancadas dos caules e lavadas em três águas.O seu uso culinário é praticamente o mesmo do espinafre. Em Itália, as urtigas substituem-no muitas vezes na preparação de massa fresca. (Querem lá ver que foi por causa das urtigas que eles criaram a ”Casa Nostra”, assim vão sempre picando aqui e ali e quando não gostam, arrancam pela raiz, melhor dizendo (ou será escrevendo), mandam desta para melhor o que queria picar também, picar, picar é só com eles… direi elas as urtigas.Aprender até morrer ou será “vivendo e aprendendo” (colocar este titulo aqui não vale? Mas calha mesmo bem… desculpa lá migucha), experimentem a receita e surpreenda e surpreenda-se.

Taglietelle con le ortiche(taglietelle fresco com urtigas

Lave cuidadosamente as folhas tenrinhas de 2 kg de urtigas em água fria. Branqueie-as em água a ferver com sal durante 1 minuto (até amolecerem). Escorra bem, espremendo bem o excesso de água. Forme 3 a 4 bolas do tamanho de um ovo. Coloque o resto das urtigas de parte. Deixe arrefecer.Peneire 350 gr da farinha mais fina (Branca de Neve), com 300 gr de farinha tipo "00" para dentro de uma taça e junte sal e pimenta, 3 ovos, 10 gemas de ovo e as bolas de urtigas. Bata a massa (na batedeira ou à mão) até estar macia e de um verde brilhante; no caso de estar
pegajosa, junte um pouquinho mais de farinha. Prepare a mesa de trabalho, pulverizando-a com farinha. Parta a massa em 2 partes e amasse-as com ambas as mãos durante 3-4 min. Embrulhe cada uma das partes de massa em glad e coloque no frigorífico durante pelo menos 1 hora.Corte a massa em taglietelle (o melhor é cortar na máquina para fazer massa) e coza-a com as restantes urtigas em água abundante com sal, durante 1 minuto. Verifique a cozedura e, uma vez al dente, escorra e guarde 3-4 colheres de sopa da água da massa. Deite essa água numa tigela para massa (aquecida), adicione 150 gr de manteiga sem sal amolecida, sal e pimenta e finalmente a massa e as urtigas. Misture cuidadosamente e sirva imediatamente em porções individuais polvilhadas com parmesão ralado na hora.
(trad. de "River Cafe Cookbook Green", de Rose Gray e Ruth Rogers)


Coma a claras, faça suspiros, é só bater em castelo, juntar açúcar, granulado e ir ao forno… cuidado com a tropa miúda, não fique com dor de barriga… por comer tantos.Se não estiver para "arriscar" tantos ovos nesta experiência, o esparregado (por outra palavras escorregue nas urtigas de pernas abertas) é outra hipótese.


O blog onde está o texto acima é Jardim de Urtigas. http://www.jardimdeurtigas.blogspot.com/