domingo, julho 13, 2008

Últimas...

Bom dia, bom domingo!
Pelo jeito, teremos um belo dia ensolarado, graças ao bom Deus.
O fim de semana começou cedo e movimentado.
Sexta foi o dia de abraçar a Margarida Martins, minha chefe e colega da Abraço, pelo seu aniversário.
O encontro foi junto ao Clube Naval, na Doca de Belém, onde saboreamos (eu disse saboreamos?) uns caracóis à maneira, à beira do Tejo, em meio a todo o rebuliço da gurizada nas lides do remo.
O Restaurante O Pedrouços é um lugar de se estar, e se estar bem, sem qualquer dúvida.
E a Margarida estava radiante, o sorriso de canto a canto e a risada peculiar, marca registrada da alegria e boa disposição.
Uma tarde e tanto!
Que culminou com o jantar delicioso, num clima prá lá de divertido, ali mesmo no restaurante, juntando um grupo de amigos.
Foi muito bom. Momentos de descontração e muita risada, belas fotografias e papos interessantes. Lá conhecemos pessoas muito legais e fizemos novas amizades.
O Arsénio adorou. E eu também.
Aquele lugar é mesmo um "achado" dentro de Lisboa.
Ficamos fãs.

quarta-feira, julho 09, 2008

E então...

Foi decretada uma dieta rigorosa e prá valer.
Que não pretende ser como todas as outras, aquelas que começam às segundas-feiras.
Começou ontem. E era terça.
Digo que vai vingar.

Saladas, saladas e mais saladas. De tudo. Coisas até que nunca havia comido. Como folhas de ervilha, se é que me faço entender. Se calhar, como diz o Arsénio, não demora nada e terei fotos comendo gramíneas em algum jardim.
Credo!
Mas decidi e tá resolvido.
Claro, há peito de frango, filé de peixe, bife magro e um ovinho cozido de vez em quando.
Não, não é a la louco, não. Sigo uma dieta prescrita pelo médico.
O que vai dar, não sei.
Mas agora vai.

Por que?
Então vejamos:
Eu explico.
Noutro dia assisti a um programa na TV, onde mulheres francesas mostravam toda a sorte de discriminação que sofriam por conta dos quilos a mais.
Fiquei assustada.
Numa loja, uma vendedora teve a capacidade de arrancar a roupa das mãos da freguesa gordinha, dizendo que ela podia estragar, rebentar, rasgar e sei lá mais o que. E isso é mato por lá.
Outra se queixava que, ao entrar na loja, logo iam dizendo que não tinham nada que lhe servisse. E fazendo cara feia prá que ela saísse logo, prá não, digamos, enfeiar a loja.
Isso sem falar nas agências de emprego, onde as gurias com excesso de gostosura iam lá ter, com uma câmera oculta, e eram atendidas como ralé ou como se tivessem uma doença contagiosa. Logo a seguir uma magrinha gostosa ganhava a vaga num piscar de olhos.
Pura verdade.
Um assombro.
Me deu medo.
Pelo sim, pelo não, decidi nunca chegar a esse ponto.
É por isso.
Não que eu ande a comprar roupas a torto e a direito e nem porque ande atrás de trabalho.
É pela possibilidade do mico e por todo o resto. Risco de hipertensão, risco de contrair doenças cardiovasculares, problemas renais, problemas de coluna, essas tretas todas que, depois de uma certa idade, fazem mesmo diferença.
E afinal, prá ficar mais saudável.
Sem mais delongas, é melhor.
Desta forma, tudo dito, vamos a isso.
A ver no que dá.
Tô acreditando.
E, por conta da coisa toda, hoje resolvi aprender a fazer gaspacho.
Fui lá e fiz.
Não sei se ficou bom. O Arsénio achou que sim.
Como ele é entendido do assunto (a dona Graciete é mestra nesse prato), digo que ando a caminho.

Bem, como alguns devem saber e eu só desconfiava, o gaspacho é uma comida que tem jeito de sopa, mas servida fria, originária da gastronomia espanhola, muito deliciosa, diga-se de passagem.
Também em Portugal, especialmente nas regiões do Alentejo e do Algarve (onde o verão é um caldeirão de tão quente), come-se o gaspacho, embora seja feito de forma um pouco diferente da espanhola.
Como não sei guardar segredo, conto como se faz.
Olha, gente, pro verão, não tem nada mais saboroso e nutritivo.
Vamos a isso.
Detalhe: Se for prá servir ao almoço, é bom preparar pela manhã, prá pegar bem o tempero.

GASPACHO À ALENTEJANA
Porção prá 4 pessoas

Ingredientes:

200 g de pão dágua (alentejano ou algárvio, se estiver em Portugal)
3 tomates maduros, do tamanho médio
1 pimentão verde pequeno
1 pepino
4 dentes de alho
4 colheres de sopa de azeite (oliva, claro)
4 colheres de sopa de vinagre de vinho
orégano seco
1,5 litro de água gelada (ou 1 litro de água e 6 cubos de gelo)
1 colher de sopa de sal

Preparo:

Esmagar o alho junto com o sal, até ficar uma massa.
Escaldar um tomate e tirar a pele, retirando também as sementes e reduzindo depois a purê.
Misturar os ingredientes, formando uma papa e colocando no fundo de uma travessa redonda e alta, de vidro.
Regar com 2 colheres de azeite, 2 colheres de vinagre e polvilhar com orégano seco, que deve ser esfarelado entre as mãos.
Cortar os outros dois tomates (sem peles e sem sementes) e o pepino em cubinhos bem pequeninos. O pimentão corta-se em tirinhas fininhas. Dá prá usar vermelho, verde ou amarelo, ou os três, desde que não ultrapasse a quantidade da receita.
Colocar tudo na travessa, juntando aos outros ingredientes e regar com as outras duas colheres de azeite e de vinagre, além de adicionar a água gelada e, se preferir ainda mais gelado, os cubos de gelo. Deixar na geladeira até a hora de servir (o bom é ficar umas duas horas, no mínimo, prá apurar o gosto).
O pão deve ser cortado em cubinhos pequenos e quase à hora de servir, juntar à mistura.
O gaspacho é servido com azeitonas e como acompanhamento de sardinhas assadas na brasa. Eu gosto de comer puro. Se não quiser comer com o pão d´água, usar pão integral, é mais saudável. Já experimentei, fica bem bom.
Detalhe 2: Na Espanha passa-se tudo no liquidificador ou processador e serve-se frio, como um purê de cor rosada, em pratos fundos ou até em taças largas, como nas fotos. Também se pode colocar alguns camarões levemente cozidos prá enfeitar. Mas daí já peca pelo colesterol (hihihi). Melhor mesmo é uma folhinha de salsa e a consciência tranqüila.

Experimentem.
Duvido que não gostem.
Bom Apetite.

O meu irmão Maurício

Pois com toda a função da nossa viagem a Monte Gordo e o avario da autocaravana, acabei não tendo jeito prá colocar aqui a minha homenagem pelo aniversário do meu irmãozinho caçula, que foi no dia 9 de junho.
Fiquei tão chateada...
Mas sempre é tempo prá gente se redimir, se for de coração e alma.
E é.










Lembro de quando nasceu, tinha uns cabelinhos bem lourinhos, encaracolados. E uns olhos que mais pareciam bolitas, tão verdinhos eram. Bem dava prá dizer que era um anjinho desses que a gente só vê em desenhos ou em filmes. Tinha assim uns ares de Pequeno Príncipe do livrinho. E ria muito. Sempre foi risonho.
Bonito também era. Lindo. E ainda é hoje.
Mas não só por fora, tem uma beleza imensa que vem de dentro e que faz com que toda a gente fique cativada, de maneira forte e definitiva.
Cresceu tão ligeiro o meu irmãozinho caçula.
Quando demos por nós já lá estava um moço alto e magrela, inquieto e metido. Mas um metido bom, de correr atrás, de ir em busca, de ter sonhos e acreditar que tudo é possível.
Grande otimista o meu irmão. E tão inteligente.
Depois foi correr mundo, fez-se à estrada. Mania de desbravar, que a dona Hélène nos ensinou e parece que ficou lá enraizado.
Buscando, buscando, olhar atento e a percepção aguçada. Esperto que só ele, mas prá coisas boas e oportunidades.
Morou comigo por algumas vezes, na infância, na adolescência e depois, já homem grande, em Santiago, Floripa e Santa Maria, prá alegria dos meus filhos, prá quem sempre ficou aquela coisa do tio ídolo, que têm até hoje.
Passamos juntos muitos momentos bons, alegres, comemoramos muitas coisas e também partilhamos muito sufoco, onde ele foi muito mais do que tudo, amigo, irmão de fé. Grande parceiro.
Sempre estudando, sempre querendo saber tudo e mais. Curioso, esforçado. Batalhador sem medidas e muito querido por todos.
Um grande cozinheiro. Ou um cozinheiro grande, cheio de criatividade e que inventa de inventar sabores e texturas e que adora misturar alhos com bugalhos.
Debochaaaaaaaaado...Mas com espírito. Uma casa cheia.
E amoroso, dengoso, enroscado... Aquela pessoa que vai esparramando alegria e carinho por onde passa.
É um homem bom. E tem aquele ar de moço bem educado, fino, como diz a mãe.
Adoro o Maurício, como a todos os meus irmãos (e irmãs). Sou mesmo uma grande fã.
Torço, rezo, acompanho a trajetória e fico querendo que encontre o caminho que mais se pareça com o seu lugar de estar. Parece feliz e acredito que nem tem como ser diferente, porque traz no coração essa exigência e busca, por isso encontra e curte cada momento possível.
Parece gostar do que faz e faz por onde.
Meu irmão querido, que bom poder te ver assim. Que continues sendo prá gente esse exemplo de jovialidade, de esperança e de alegria de viver intensamente, colocando a alma em tudo o que fazes.
A gente vai continuar sendo fã e torcendo muito prá que a tua vida seja do tamanho dos teus sonhos, que são os mais bonitos, eu sei, ao lado da Lia, que tem mostrado ser uma grande parceira.
Beijo enorme, carinho especial, muito amor e muita saudade da mana Lô.
Que Deus te ilumine, sempre! Eu, o Zeca, a Betina, o Maurício, a mãe, a Mara e o Sérgio. Faltando o Ricardo prá completar a família feliz, no casamento do Gabriel e da Renata.

domingo, julho 06, 2008

...

Amanheci esquisita hoje. Meio angustiada... Deve ter sido algum sonho marado.
Mas já passou.
Tenho um costume desde sempre. Levanto de manhã ainda antes das sete e faço umas coisas pela casa, tipo regar flores, dobrar roupas lavadas, limpar alguma coisa por onde passo, tomar o Synthroid (ôps!, força do hábito, já é o Eutirox faz mais de mês) e depois fico fazendo tempo prá tomar o café da manhã. Normalmente deito na rede ali na varanda e fico a observar a vida que começa lá embaixo, através das frestas das persianas.
Agora, com esse calor que faz aqui, mais ainda.
A esta altura está-se bem ali, é fresquinho.
Hoje comecei (de novo) a ler Comer Orar Amar, da Elizabeth Gilbert e fui até a página 117.
O livro é muito bom.
E ler a esta hora, deitada ali na rede, não tem preço.
Além disso, domingo é um dia prá gente andar à toa mesmo.

Mais tarde fui tomar o café, que a bem da verdade nem foi café. Um iogurte novo que saiu há pouco por aqui (hehehe...o Gabriel vai rir lendo isso, porque diz que tudo o que aparece tenho que experimentar, em termos de prateleiras de supermercado).
Que sou curiosa, é verdade. Mas nesse caso, comprei depois de provar um que a moça me deu lá no Continente. É o Danup Fruit Experience, lançamento da Danone. Sabor côco. E como diz o mesmo Gabriel, uma "diliça". Tem pedacinhos de fruta.
Pãozinho quentinho com manteiga magrinha e as geléias que andei fazendo semana passada. Outra "diliça", modéstia à parte.
E tava feito.
Voltei pro livro na rede.
Essa mulher escreve de um jeito muito bom de ler.

Hoje foi meu dia de fazer almoço, já que domingo passado o Arsénio cozinhou.
Prá variar, saladas e um strogonoff de carne com arrozinho branco.
Nada mal...

Depois do almoço ficamos ali a ver uma reportagem na TV sobre algumas capitais do nordeste brasileiro e aquelas famosas questões da prostituição infantil e do turismo sexual. Uma verdadeira vergonha. Fico tão revoltada que é até melhor nem comentar. Aliás, já comentei aqui.
O café e o pastelito de nata foram lá na Gare do Oriente, no lugar do costume.
Emagrecer como, desse jeito?
Depois foi aquela de comprar mangueira prá autocaravana, no AKI, dar uma passadela na Sport Zone, ver as novidades, zanzar um pouco no Centro Comercial Vasco da Gama, passar lá na dona Graciete e voltar prá casa.
Ela sempre tem alguma coisa prá me dar, tão querida comigo.
Hoje ganhei umas pulseiras prateadas e uns brincos hippies vermelhos. Também umas toalhas prá autocaravana e uns pêssegos dourados com cara de muito apetitosos.
Não tem vez que a gente vá lá que ela não tenha um pacotinho, uma sacolinha. Fico até sem graça com tanto mimo.

Já em casa, o Arsénio monta qualquer coisa que não veio com todas as peças, lá na cozinha, e resmunga talvez num dialeto galego que não percebo muito bem. Ou tô ficando surda, também pode ser.
Ando por aqui, a ler a correspondência e a fuçar na internet, fazendo um tempo prá ver se alguém aparece prá conversar um pouco no msn.
A mãe ficou de ir lá na Betina hoje, pode ser que entrem daqui a pouco e daí vejo a véinha. Saudade dela.

O Arsénio vem até a porta e fala aquela frase fatídica:
-Eu não te digo que comigo as coisas acabam sempre por dar pro torto.
Com razão, toda a vez que compra algo "montável", ou falta peça ou ele leva um baile, com direito a suador e tudo, prá botar a funcionar como deve ser.
Mas ele gosta da função, digo eu...volta e meia tá enrolado numa montagem qualquer de alguma coisa. Ele tem um nome prá isso: bricolagem.
Desta vez não sei o que foi. Daqui a pouco vou até ali ver. O "aparato" é um carrinho de enrolar mangueiras, com rodinhas e tal, como eu falei antes, comprado no AKI. Ou na AKI. É uma loja de tudo quanto se possa imaginar para a casa, jardim, coisas do gênero.
Bruxo!
Faltam mesmo duas peças. Não é só uma. Amanhã vamos ter que passar lá na loja prá buscar o que falta.
Volto mais tarde, vou ler mais um pouco.

Até depois.


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Continuo por aqui. Olho comprido pro computador. Nada de alguém aparecer. Será culpa do fuso?


Ô gente! Cadê todo mundo?

sexta-feira, julho 04, 2008

Deu tilte?

Pois deve ser.
Não há de ser outra coisa.
Nesta semana até comprei a FOCUS, a SÁBADO e a VISÃO. Já li todas. E não rendeu nenhuma linhazinha sequer.
Tô lendo um livro.
Mas não tenho vontade de falar sobre ele agora.
Tenho andado pela rua e as coisas continuam acontecendo. As pessoas continuam a andar, com seus problemas e alegrias, ora engraçadas, ora trágicas, e eu nem tchum, como diz a minha amiga Ângela Gomes lá em Santa Maria da Boca do Monte.

Tô desencantada, não.
Só pode ter dado tilte.
Se bem que, lendo os outros blogs, aliás...entrando nos blogs do costume, vejo que o tilte é geral.
O povo anda sem idéias, como eu. Nada anda.
Mas não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe. Portanto, deve passar, como tudo.
Paciência, irmãos!
Muita calma nessa hora...
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De resto, tá tudo bem.
Na mais santa paz.
Deve ser por isso...
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Feliz Aniversário, seu Manuel!


Hoje quem faz anos é o seu Manuel.
Firme, forte e feliz da vida.
É o que a gente quer, todos nós.
Pessoa simples, de bom coração, é um grande amigo que tenho aqui em Portugal e que, com a dona Graciete, me recebeu como se recebe a uma filha.
O seu Manuel, pai do Arsénio, meu sogro.
Felicidades!
Hoje e sempre.
E muita saúde prá poder fazer todas as coisas de que o senhor mais gosta.
Um abraço com carinho.

terça-feira, julho 01, 2008

Luísa


Essa linda florzinha sorridente, dona dos olhos azuis mais lindos que já vi, faz hoje três aninhos.
Minha netinha.


Menininha tão linda e tão sapequinha.
Companheirinha de brincadeiras e das maluquices da vovó Lolô.
Ouvido afinado prá música e gosto especial pelas bandas que tocam nas festas. Esperta, alegre e cheia de energia.
Bailarina animada ao som das canções do Pandorga da Lua e dos filmezinhos dos Backyardigans e outros que já nem sei.
A Luísa, guriazinha de muita personalidade e carisma.
Carinha tão linda enfeitada de Maria Chiquinha.
Saudade, minha fofinha.
A vovó Lolô daria mesmo tudo prá estar aí e te encher de abraços e beijos.
Saudade da mais grandona que há.
Que a tua vida seja cheia de momentos bonitos e de muito sonhos, sempre. Cheia de música e de harmonia.
Que os teus momentos sejam sempre cheinhos de muito amor e de vida em toda a plenitude.
Que alcances cada sonho, dando o valor especial que cada um terá.
E que sejas sempre uma boa menina, justa e solidária, amiga fiel dos teus amigos, boa filha, irmã carinhosa, gente no seu melhor sentido.
Feliz Aniversário, minha netinha Luísa!
Que sejas sempre, sempre, muito feliz!
Com todo o meu amor, conta sempre comigo.


Muitos beijinhos.
Vovó Lolô