domingo, junho 01, 2008

Segunda noite do Rock in Rio Lisboa

Com um público que estava a rebentar pelas costuras (e é claro que isso não é meu, li nas andanças e comentários sobre a noite), os espetáculos que aconteceram fizeram valer cada cêntimo pago pelo bilhete e extrapolaram.
Eu tinha falado que não era fã do povo que se apresentava ontem, à exceção do SKANK, quanto mais não seja por ser nosso, do Brasil, e que sempre fará excelentes apresentações, porque sabe se comunicar com o público como ninguém e tem a sua qualidade.

Depois de um SKANK que conseguiu sacudir a galera (e o povo aqui sabe as letras todas, impressionante), tivemos a voz inconfundível da Alanis Morissette, seguindo-se um Alejandro Sanz intimista, pero cumplidor, com momentos altos e outros nem tanto, mas sem deixar cair a peteca. Claro que o melhor ou pelo menos o mais aplaudido foi quando trouxe ao palco a esfusiante baiana e brasileira Ivete Sangalo, prá fazer um duo em "Corazón Partío".

As bandeiras brasileiras andaram a colorir o cenário. Tantas, tantas...a gente quando está fora do nosso país, sempre se emociona prá mais da conta com essas manifestações de brasilidade.
Fala a verdade, somos um país incrível!


Jon Bon Jovi e sua banda foram um caso totalmente a parte. Comenta-se e é bastante óbvio que foi o melhor dos concertos até ontem.
Eu não era fã.
Agora virei.
O cara é um bárbaro mesmo, sem brincadeira. Mas é no palco que faz essa magia.
A gente tem que reconhecer que a banda faz por merecer a fama de ser uma das melhores em concertos ao vivo.Foram duas horas de espetáculo, onde se pode viajar através dos 25 anos de carreira e de êxitos da banda, e onde Bon Jovi teve o público nas mãos, na voz e no coração.
Uma platéia verdadeiramente rendida e emocionada, que cantou o tempo todo.
Momento igualmente alto foi o da participação de Richie Sambora, em "I´ll be there for you", onde passou a vocalista, levando o público a cantar, mais uma vez.




Bom! Muito bom!
Sem falar que dancei o tempo todo e cantei tudo o que eu sabia.
Não era muito, mas deu pro gasto.
A noite foi mesmo muito animada.
E valeu cada segundo.
Ah...sim, tenho que comentar. Até que prá 46 aninhos, o moço tá abalando.
Não que isso importe, mas sempre dá um plus.

Hihihi...

Ivete Sangalo melhor do que nunca!




Pois a Ivete merece um post a parte, porque anda enlouquecendo os portugueses, no bom sentido, claro, a ponto de estar sendo chamada de Rainha do Rock in rio Lisboa.
Fez uma apresentação impecável na primeira noite do Rock in Rio Lisboa, prá um público de 90 mil pessoas. Se ontem estavam lá 75 mil e não cabia mais uma palhinha, imagino na primeira noite, com 90 mil.
A morena espetacular anda a arrasar por aqui e não só. Dia 28 de junho faz outra grande apresentação no Rock in rio Madri.
Ontem voltou ao palco, a convite de Alejandro Sanz, para cantar com ele "Corazón Partío"
Foi um dos pontos altos do show do madrileño que, por natureza, é mais intimista, sem deixar de ser bom.
Enfim, é a nossa linda e baianíssima Ivete, ganhando o mundo com toda a sua personalidade e carisma incontestáveis.

sábado, maio 31, 2008

Rock in Rio Lisboa 2008








E o Rock in Rio tá bombando em Lisboa, desde ontem.
Hoje vamos, segunda noite.
Vamos em turma, daqui a pouco.
Os espetáculos são do SKANK, do Alejandro Sanz, da Alanis Morissette e do Bon Jovi. Começa com o SKANK, do Brasil, às 19:00hs, no palco principal. Mas há outros shows em outros palcos. Quero ver se dou uma espiada em todos.
Particularmente não sou fã de nenhum deles. Gosto do SKANK, claro.
Mas quero ver o espetáculo em si, como um todo. Nunca fui. Vai ser a primeira vez.
Ontem, na abertura, estiveram lá em torno de 90 mil pessoas.
Hoje não sei.
Talvez outras tantas.
Ontem teve show da Ivete Sangalo. Depois da Amy Winehouse. Assisti ao da Amy pela TV lá no Irish Café. Preferia não ter visto. É algo que a gente nunca deveria ver. Uma pessoa totalmente à mercê da loucura que a droga causa. Tive pena. Fiquei triste. Por pouco não me deprimi. Porque a cena era brutal.
E acho a voz dela incrível.
Uma pena.
Torço por ela. Prá que tenha um clic e enverede por um caminho melhor. Ela merece. Como qualquer ser humano.
Enfim...
Depois foi a vez do Lenny Kravitz.
Já estávamos em casa a esta altura.
Dormi na metade do show.
De qualquer maneira, foi melhor do que o dela, tadinha.
Lamentável.
Amanhã conto sobre o que vou ver hoje.
Não sei se consigo fotos, parece que não deixam entrar câmeras. A ver vamos.
Vou lá que já tô atrasada, combinamos de nos encontrar às 5 horas na casa do Énio e da Isa.
Beijo grandão!
Té mais.

quarta-feira, maio 28, 2008

Cenas de camioneta II

Essa aconteceu há dois dias.
Pois é.
Na segunda-feira, quando eu fui até a Gare do Oriente prá tomar o metro até a Marquês de Pombal e ir à Feira do Livro.
Em uma "paragem" qualquer do caminho sobe um casalzinho. Ela, que devia ser de origem cigana, era alta, bonita e tinha uns olhos muito expressivos. A guria, mesmo que se notasse um tanto largada, os cabelos meio loiro-meio-castanhos, presos acima da nuca por um grampo qualquer, a roupa muito colorida e brilhante, era mesmo bonita. Vistosa, como se diz no Brasil.
Do gajo já não se podia dizer o mesmo. Sem querer sacanear, meio desmilingüido. Seco em vida. E ainda vestia preto. Perto dela, claro, era de se supor que sumia.
Enfim, como diz a minha mãe, há gosto prá tudo. E ainda bem. Se só os bonitos tivessem vez, tava tudo lixado.
Há também os simpáticos. Mas esse, nem isso era. Digo eu.
Êta implicância!
Mas, entra o casalzinho na camioneta e, mal se vê dentro, toca a beijar e abraçar e coisa e tal. Ele encostado no ferro da camioneta, ela encostada nele, de costas, uma esfregação só. Lotação completa. O povo ali, só na torcida. Ou melhor, na torcida nada. As velhotas cheias de roupa e muito tapadas até o pescoço, cheias de correntes e brincos doirados, meio pro indignadas, meio pro desdém, mas no fundo bem a fim de estar ali, no meio da maçaroca toda.
Os velhotes, nem por isso, bem se via mais preocupados a observar os detalhes da rapariga.
De onde vejo a cena, divirto-me com os cochichos e mãos tapando a metade da cara, mãos que cutucam, cabeças que abanam com ar de reprovação...essas coisas típicas.
Vai daí que a moçoila resolve sentar-se à janela, num único lugar vago, ao lado de um velhote todo empertigado, de fato e tudo, daqueles que parecem desenho antigo. Pede licença (se é que pede) e se abanca. O feiosinho comenta qualquer coisa com um outro gajo sentado à minha frente, o outro responde e ele agradece. Não consigo ouvir a conversa (ai, que metida!)
Depois caminha até o lugar onde estão sentados a guria e o velhote. Falam qualquer coisa, ele e ela. A cena a seguir é algo a que eu nunca havia assistido.
Ela deve ter pedido pro velho levantar ou coisa que o valha, pro feiosinho sentar.
Não, eu achei que era, mas não.
Ela pede pro velho dar licença.
O velhote levanta e fica na posição de quem vai sentar de novo.
O feioso entra no vácuo do velhote e senta. Ela senta ao colo dele e o velho...ah...o velho fica morto de passado.
Eles insistem que o velhote sente de volta, no banco ao lado, os dois agora bem acomodados e encaixados, ela ao colo dele, ele com os braços enlaçados em volta dela, os dois ocupando um só assento.
Como o velho não senta, passam à cena seguinte e voltam a atracar-se aos beijos cinematográficos, daqueles de virar a cabecinha e tudo.
O velhote continua a fazer que não, tipo "eu fora", e acaba a viagem até a Gare de pezito no más, bem longe da cena, olhando lá prá fora pelo vidro da camioneta, passado até os ossos, mas com pose de que não.
O feioso se acomoda no lugar do velho e segue o baile, como se não houvesse mais ninguém dentro da camioneta. Nem te ligo.
Agora me perguntem sobre a cara do povo, ao final da cena.
Podem perguntar, que eu não digo nem sob tortura.
Mas podem imaginar à vontade.
Juro que fico meio envergonhada de dizer, mas tô rindo até agora.

A gente vê cada uma nessas camionetas...pura verdade.

Post 340

Hoje me vesti de verde e tô com uma alegria brasileira instalada desde cedo.
Hoje me vesti da cor da esperança, que é a nossa profissão, a dos brasileiros.
De tanto ouvir os portugueses a se queixar da vida por tudo quanto é motivo, quanto mais não seja pelo aumento de tudo quanto é preço, depois de o combustível ter aumentado 16 vezes ou mais, em quatro meses, fiquei com vontade de ter esperança.
Não que não tenham razões. Não que os motivos não sejam justos. Mas se pode escolher entre passar a dançar ou a chorar, às vezes.
Afinal me dou conta de que passo grande parte do meu tempo a espernear contra me entregar a
essa onda de pessimismo que impera no ar.
Não quero ser triste.
Não quero ser cinza.
Quero ter sempre cor.
Muita cor.
E cor viva, de preferência.
Nada contra, mas eu é que não quero isso prá mim.
A gente pode até morar em qualquer lugar do mundo, mas não tem que assumir todas as posturas que encontra no caminho.
Nesse ponto, as gentes do nosso Brasil dão de mil a zero.
"Não me ensina a morrer, que eu não quero..." (Perdão Você - Marisa Monte)

terça-feira, maio 27, 2008

E a Rêzinha...


Ficou em 3º Lugar, entre as 14, na final do concurso da L´Óreal!
Não fez por menos, a guria!
Parabéns, moça bonita!
Fazendo sucesso em Dublin, hein!
E a gente toda orgulhosa.
Beijo enorme!

Primeiro Amor-perfeito

Nasceu no meu jardim suspenso, aqui em casa.
É lindo. De um amarelo entusiasmante.
Lindo mesmo.
E eu pareço uma boba, olhando toda a hora prá ele.
Também há Reinas Margaritas. Duas. Uma rosa e uma branca.
Há coisas que não têm preço.
Me diz se não é...



Daqui a mais uns dias há de nascer outros tantos.
Isso sim, é uma das coisas que vale à pena de verdade. Isso e um mundaréu de outras coisas simples.
Eu fico tão faceira.
Quase boba.